22.5.12

Vigília pra ver o cometa (youtube)



Essa animação, primeira que realizei com o programa Flash, em 2007, já tinha sido divulgada em formato SWF (shockwave, incompatível com o youtube e outros compartilhadores de vídeo). Não sei bem porque, demorei exatamente 5 anos pra compartilhá-la também nesse formato de vídeo (AVI), mas agora aí está, também acessível no youtube!

O Tupinanquim aguarda pra ver o cometa McNaught, que nos visitou em janeiro de 2007, e ficaria visível a oeste, no início da noite. Ao fundo temos a cidade natal do curumim, Itaquessaba, e a trilha sonora traz a monumental Assim falou Zarathustra, do filme 2001, e também alguns trechos extraídos da trilha de um vídeo-game de Star Trek (Órion pirates).

Leia mais detalhes sobre a produção deste curta na postagem Tupinanquim em Vigília pra ver o cometa, onde você também pode assistir a versão original em swf, com resolução melhor. Confira também o post um poente na minha terra, no fotolog do Tupi, de maio de 2007, com as informações técnicas e o "cartaz" do desenho.
E se curtir, por favor, compartilhe e ajude a divulgar as aventuras do curumim urbano! 

Erick


20.4.12

Tempo de repensar o Brasil

Ontem foi dia do índio. Quem dera hoje, e amanhã também o fosse!


19 de abril também é o dia do exército!

Afinal, este foi o país dos homens e mulheres que viviam em harmonia com o meio-ambiente... que tinham a sua cultura toda baseada na terra e na floresta! Isso foi há muito tempo... Mas trazemos algum legado dessas culturas, que embora massacradas pela violência do colonialismo territorial e cultural, não é pequeno. No português usado no Brasil temos milhares de palavras de origem tupi, o principal tronco lingüístico dos povos nativos pré-cabralinos. Até mesmo a seminudez nas nossas praias, sem-vergonhice saudável que já nos parece natural e hoje conquista balneários do mundo, herdamos deles. Não há vergonha no corpo humano, seja mais ou menos bonito... a natureza ensinou isso aos povos da mata e eles ensinaram um pouquinho dessa lição de liberdade ao povo invasor, que no entanto usou irresponsavelmente a sua liberdade e acolhida no novo mundo, desnudando e violentando a terra.
Há muito, muito pra se refletir sobre os índios. Surpreendi-me ontem quando percebi que alguns telejornais falaram mais no “dia do exército” em suas comemorações oficiais... Forças armadas são importantes, mas curioso que compatilhem a homenagem no mesmo dia; e irônico, pois os bandeirantes, que matavam os índios (sim, parece que estou simplificando, mas é a crua realidade, não é?!) eram uma espécie de exército. 

Então pra não ficarmos pensando em coisas tristes demais que passaram há séculos e nem falando de coisas trágicas que acontecem até hoje, aqui nesse espaço que é dedicado a um personagem infanto-juvenil, vou propor um bom desafio! Sejamos índios! Façamos do nosso dia a dia uma constante relação de harmonia com a natureza! Converse com as plantas do seu jardim, do seu vaso se não tiver um jardim, ou da praça... nem precisa ser em voz alta, mas dê ao menos um “olá árvore”, ou “erê”, em pensamento, àquela sua prima gigante que você vê quase todos os dias exatamente no  mesmo lugar! Coma mais peixe e menos gado! Mais frutas, nativas de preferência (é fácil saber quais são elas, olha seus nomes: jabuticaba, guabiroba, caju, goiaba, araçá, jerivá, tucumã, abacaxi, buriti, açaí, ‘bararará’ e tal (sim, veja que quase todas têm ba, -ra ou í... rs) e compre menos coisas que vêem em embalagens plásticas!!


Tupi visita seu priminho Krwmym na amazônia. 
O Tupinanquim, esse personagem que você conhece e quando não lembra do nome chama de “indinho”, (porque ele o é!), não foi sempre assim, de pele morena e sangue tupi-guarani! A primeira versão que desenhei, em 1994, era um menino loirinho, inspirado no meu filho que tinha apenas 3 anos, com cortinho de cabelo “surfista”, moda na época, que por sua vez era um estilo inspirado no corte típico de alguns povos indígenas! O Tupinanquim das primeiras tirinhas (cujos originais foram perdidos na redação dum extinto jornal que não chegou a publicá-lo) era um menino branco, descendente de europeus, mas que curtia a natureza e tinha o desprendimento de uma nova geração que assimilava a cultura da nossa terra, tupiniquim por nascimento e por adoção (lembrando que tupiniquim, antigo nome da nação que recebeu os portugueses em 1500, hoje, é um adjetivo que significa simplesmente originário ou característico do Brasil)! 
Depois, percebi que o Tupinanquim deveria ser mesmo um índio! Mas um índio urbano, menino da cidade, pequeno cidadão como toda criança brasileira, morador duma cidade de interior (que também poderia ser uma capital ou o sertão!). Com essa descoberta, de sua origem de sangue tupi (pai) e guarani (mãe), a sua responsabilidade aumentou: ao amor pela natureza e por esportes ligados a ela, deveria se somar a tradição dos antepassados, cultivada mesmo morando na cidade; e dessa forma, o Tupinanquim, além de homenagear os povos antigos que primeiro colonizaram o éden sul-americano, traz a idéia, utópica mas não inverossímil, de assumir a identidade do povo que na verdade somos: miscigenado, não necessariamente nos genes, mas na cultura! e privilegiados por morarmos numa terra rica e abundante em recursos naturais, que devemos explorar sem destruir e já está mais do que na hora de fazer isso.

Assuma o índio que existe em você! Se quiser pode até pintar a cara e usar bodoque, mas principalmente: respeite as culturas humanas e acima de tudo a natureza, onde está a parte de Deus que ainda não conhecemos. Se cultivarmos uma boa relação com a natureza, a vida abundante que ainda existe nessa terra será nossa aliada, e isso é só uma das coisas que os povos antigos das Américas ainda podem nos ensinar!

2.3.12

Gibi virtual 1 - segunda edição

capa-gibi-virtual.jpg (600×857)
Clique pra ler a HQ
Em junho e julho de 2010, durante a copa do mundo da África do Sul, postei essa capa e as 13 páginas da primeira parte da HQ Craques da década de 2020 aqui no blog. A história, no entanto, imaginei e comecei a desenhá-la em 1998, ano da copa da França, quando finalizei algumas páginas e aí foi pra gaveta. Terminei os desenhos, enfim, em 2006, quando mais uma vez pretendia publicá-la em gibi e não deu certo. Em 2010, então, resolvi publicá-la na internet mesmo, seguida de mais alguns posts com o Tupinanquim relacionados ao tema.
Agora que estou novamente tendo mais tempo de usar a internet, resolvi criar uma página só para a HQ, utilizando um recurso mais recente do blogger que facilita a leitura. É só clicar aqui ou no link GIBIS VIRTUAIS nos marcadores ali em cima, e você terá a HQ inteirinha, ou melhor, essa primeira parte dela que mostra o desafio e a reunião do time! 
No entanto, o aplicativo de visualização do blogger só mostra a página por inteira, reduzida até um pouco menos do que a altura da tela, então se você tem aí uma tela pequena, de 14 ou 15 polegadas, é mais recomendável que faça a leitura nas postagens originais, clicando aqui, e começando a rolagem das páginas de baixo pra cima. E se quiser comentar, narrar, questionar a arbitragem, sugerir substituições ou esquema tático, enfim, qualquer coisa solta o verbo aí! Bom jogo, digo, boa leitura!

25.2.12

VOLTA ÀS AULAS

Fim do carnaval e as crianças, pequenas e grandes, estão voltando às aulas! Este é o primeiro quadrinho de uma HQ que bolei e comecei a desenhar há uns três anos e foi pra gaveta. Era o único quadrinho com os contornos finalizados, vide abaixo! Na colorização, modifiquei um pouco a perspectiva e tentei arrumar um pouquinho a proporção, por isso deu bem mais trabalho, e o escaner também não está dando ótima qualidade, mas acho que deu pra resolver. Aliás, gravei diversas fases da colorização no photoshop em printscreen, e em breve vou fazer um "passo a passo" animado.
A HQ irá explorar a questão do vestuário, quando esses dois, curumins que moram na cidade, serão barrados na escola por causa dos rostos pintados, brincos, sandálias! Por enquanto é só o que vou adiantar, pois essa HQ só estará pronta pra publicação, provavelmente, no início do próximo ano letivo; isso porque tenho uma porção de outras histórias já bem mais desenvolvidas, algumas quase prontas, que preciso concluir para o gibi que deveremos publicar nesse ano! Nas próximas semanas iremos postar desenhos e prévias dessas histórias.

Clique para ampliar
Mas como estamos falando em aulas, quero aproveitar pra anunciar que voltarei a dar aulas de desenho, em ponta Grossa, num curso que servirá para quadrinhos, cartuns e... desenho animado! Na verdade são dois cursos que estou desenvolvendo, um de desenho e outro de animação, junto com a escola de artes do Studio Ink Blood Comics e Studio Fênix, em Ponta Grossa. O curso de desenho, que servirá tanto para iniciantes como para quem já tem uma base, já está com as matrículas abertas; mais informações pelo meu telefone (42) 3238 7242 ou da escola, (42) 3025 6702. Para quem quiser aprender outros estilos como mangá ou comics, há opções e mais professores. O curso de animação irá iniciar um pouco mais tarde e os alunos de qualquer um dos cursos de desenho, ou que já tenham experiência com artes visuais, terão preferência. Contate-nos, e ajude a divulgar! Até a próxima!




18.2.12

carnaval !!!

Bom feriado pra todos, divirtam-se e cuidem-se!
Eu aqui em Itaquessaba pretendo fazer um pouquinho de cada uma dessas coisas, mas acho q o Erick vai só acampar... na casa dele que ja é no mato! 
PS: Veja a postagem original desse gif, de 2008, no meu fotolog!

6.2.12

Feliz aniversário!

Oficialmente, o Tupinanquim acaba de completar 14 anos! A data de nascimento escolhida para o personagem foi 05 de fevereiro de 1998, porque nesse dia ele apareceu pela primeira vez em um evento público, precisamente a 1ª Exposição Coletiva de Quadrinhistas Pontagrossenses onde ele era o garoto propaganda e personagem com o maior número de desenhos e HQs completas. Nesse mesmo dia, em função do evento, ele apareceu também em uma matéria no Jornal da Manhã, de Ponta Grossa, que publicou uma tirinha. 
Na ficção, por outro lado, nesse seu universo cheio de detalhes e que se parece muito com a nossa realidade, mas que tem uma linha do tempo diferente, capaz de parar, retroceder e avançar, ele tem em geral 10 anos; porém,  aparece e continuará aparecendo em algumas histórias mais jovem, com 6 ou 7 anos como na HQ "O Velho jatobá", que publicamos aqui; e também mais velho, adolescente e até adulto, protagonizando aventuras futuristas que comecei a imaginar, visualizar ou capturar lá, naquele final de século em que eu era um jovem pai e, através das aventuras compartilhadas com meu primeiro filho, descobri que o universo da fantasia e o mundo real estão mais próximos do que admitimos e é possível trafegar entre ambos, através da arte, pois a ficcionalidade, se construída com amor, é tão real quanto são reais as aventuras de menino que descobre coisas fantásticas no mundo real a cada dia de sua infância; e por fim, através dessa arte confabulamos sobre a vida real e partilhamos essa fábula com meninos e meninas e rimos e sentimos raiva e às vezes choramos com eles!
Inspirado nessa mesma imagem (que é o início de uma HQ ainda não concluída), e nessa data, eu já tinha escrito uma reflexão parecida há 5 anos, no fotolog do Tupinanquim, onde fui um pouco mais além viajando nessa ideia da temporalidade e do resgate da criança que vive em nós. Confira no post Feliz aniversário, "envaleço" na cidade...

31.1.12

TUPI e NHÔ QUIM


As aventuras de "Nhô Quim" ou Impressões de uma viagem à corte foi a primeira história em quadrinhos publicada no Brasil, a partir do dia 30 de janeiro de 1869 no jornal Vida Fluminense, de autoria de Angelo Agostini. É com certeza uma das primeiras histórias em quadrinhos do mundo, pioneiríssima num estilo de narrativa e arte sequencial bem diagramada que seria adotada, duas décadas mais tarde, pelo francês Georges Colomb em A familia Fenouillard. Contudo, nem Agostini nem Colomb são considerados inventores dos quadrinhos ou bande dessinée, porque o inventor dos comics seria o americano Richard Outcault que introduziu onomatopéias, textos misturados aos desenhos e logo depois os balões. Mas como falamos em "história em quadrinhos", observando o estilo do italiano enraizado no Brasil Angelo Agostini percebemos que era, literalmente, o que ele fazia; confira, com boa resolução, a página de Nhô Quim publicada no blog quadrinho.com.  
O Dia do quadrinho nacional, ou brasileiro, como eu acho que soa melhor, foi comemorado pela primeira vez, homenageando Agostini, pela Associação de Quadrinhistas e Cartunistas de São Paulo em 1984, e mais tarde adotado oficialmente nos calendários de eventos culturais do país. 
Meu cartum acima, assim como o texto, tá saindo atrasado pra variar... rs; e atrasaria mais ainda se eu levasse a cabo a hq completa, que priemeiro seria uma tira e acabou virando um esboço de uma página de seis quadrinhos... e vai ficar pro ano que vem! A idéia do encontro do Tupi com o personagem homenageado segue a linha que adotamos desde o fotolog, há seis anos, quando o curumim sempre se encontra com o outro herói ou vilão, muitas vezes usando metalinguagens típicas dos quadrinhos e/ou elementos/estilos do outro. Nesse caso, aboli os balões usando as legendas como Agostini fazia, e dei uma "envelhecida" na arte final pra contextualizar a arte com o personagem do século 19. Aguardo impressões! Abraços aos colegas quadrinhistas, e a todos que, lendo, compartilhando, comprando e discutindo, ajudam a disseminar a nossa arte!
Erickson
pesquisa: Quadrinho.com em http://www.quadrinho.com/diadoquadrinho/?p=173 ;
Ianone, Leila Rentroia. O mundo das histórias em quadrinhos. São Paulo: Moderna, 1994